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A inteligência artificial uma nova disciplina em medicina

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  As ciências médicas têm evoluído a passos exponenciais nos últimos séculos. Sustentada por comparações, análises, evidências e números, trouxe para nossa humanidade recursos que favoreceram o seu progresso. Há pouco mais de um século, inúmeras pessoas morriam de doenças que hoje são tranquilamente controladas com antibióticos e vacinas. Vieram guerras que dizimaram muitos. Em contra partida, toda a violência foi marco instrumental para as cirurgias aprimorarem-se. No final da década de noventa, falar em cirurgia vídeo laparoscópica era algo quase surreal, os antigos cirurgiões chegavam a abominar a ideia. Hoje, no entanto, é inconcebível retirar uma vesícula biliar sem esse recurso, guardando evidentemente às exceções.  A beira de uma nova revolução tecnológica, as ciências em saúde, vislumbram novos horizontes a se formarem. Isso não deveria ser encarado como a desumanização da medicina, muito pelo contrário. Os recursos que têm surgido, geram novos instrumentos de auxílio,...

Relação desvirtuada

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Em qual momento da história, o exercício médico perdeu o controle sobre as relações financeiras entre o paciente e seu médico? Quando foi dado aval para convênios intermediarem essa relação? A resposta está vinculada à alguns fatores e em grande parte pela concorrência, comodismo, falta de interesse, ou mesmo desconhecimento administrativo e econômico.  Em uma sociedade onde a liberdade pressupõe recursos que trafegam em mão dupla, percebemos que a concorrência molda o mercado. Definindo rumos nem sempre favoráveis aos interesses médicos individuais.   A formação médica alicerçada a boas escolas, trazendo à tona o empenho vocacional, focado nos preceitos hipocráticos, remete a ideia de que a profissão é um sacerdócio. Mas, nem por isso, distanciado dos interesses financeiros. Até porque a história revela que ao longo do sacerdócio uma remuneração é vinculada ao seu exercício. Há quem diga, que isso deva ser objeto secundário ou menos importante.  Ledo engano...

A forja e o martelo

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Nos últimos anos temos visto o cenário da medicina mudar. Uma invasão de opções mercadológicas, onde o que vemos se propagar como metástases, são alternativas questionáveis de qualidade. Normalmente tememos as mudanças, principalmente quando se percebe que o controle não está sob nosso domínio. Mas medicina não pressupõe novos entendimentos? Novas descobertas? Raciocino rápido e condutas precisas? Mudanças de paradigmas?  Por mais que alguns insistam em manter uma postura reativa, a medicina de boa qualidade sempre se apresenta como uma atitude pró ativa. Sabemos que toda ação pressupõe uma reação e assim, concluímos que ações ruins não perduram, diluem-se com o tempo, são esquecidas. Em contrapartida as ações positivas prevalecem e rompem barreiras temporais. Quando nos preocupamos mais com o que o outro está fazendo, esquecemos do que deveríamos fazer. Isso ocorrendo, sem dúvida afetará a qualidade do que se faz. Em medicina isso é muito marcante e decisivo. Como di...

Uma reflexão sobre a Telemedicina

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Uma reflexão sobre a Telemedicina Temos acompanhado a manchetes dos jornais, referente a resolução do Conselho Federal de Medicina, tratando do assunto telemedicina. E uma série de indagações vêm à tona. Recordando minha formação acadêmica, lá na semiologia, onde aprendemos a ouvir o paciente, entendendo seu problema e nos aproximarmos dele. Realizando todos os passos do exame físico; palpando, auscultando, observando, percutindo, cheirando. Enfim, formei-me acreditando que essa proximidade era mais importante do que os melhores recursos propedêuticos. Quando iniciei a cirurgia vascular não pude deixar de lembrar do Dr. Kallas, cirurgião vascular das antigas, falando da importância de palparmos os pulsos dos pacientes. Lembrando de uma fala de um renomado professor, afirmando que em cirurgia vascular, na angiologia e várias especialidades, noventa por cento do diagnóstico seria realizado através de uma anamnese e exame físico bem feitos. Assim construí minha formaç...

A via aérea salvadora

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A vida como médico é repleta de surpresas. Como se andássemos de montanha russa todos os dias. Ser médico envolve uma série de situações que exigem concentração, conhecimento e estar realmente ligado a tudo. Àquela altura de minha vida, já havia concluído minha formação em cirurgia geral e cirurgia vascular. Trabalhava muito e preocupado sempre com uma formação mais completa, mantinha-me atualizado. Trazia sempre uma fala de um professor que afirmava; ``Um bom cirurgião tem que ser um bom clínico``. Buscava isso com afinco. Na época deste fato, trabalhava também como socorrista em ambulâncias do pré hospitalar e no transporte aero médico. Dominava bem situações críticas, gostava do trabalho e tinha consciência que o bom médico mantinha-se de plantão constante. Era um sábado de Julho de 2006, estávamos em um parque de diversões dentro de um shopping em Guarulhos na grande São Paulo. Aguardávamos às horas passarem, para irmos ao casamento de uma amiga. Minha esposa e filhas es...