Relação desvirtuada
Em qual momento da história, o exercício médico perdeu o controle sobre as relações financeiras entre o paciente e seu médico? Quando foi dado aval para convênios intermediarem essa relação? A resposta está vinculada à alguns fatores e em grande parte pela concorrência, comodismo, falta de interesse, ou mesmo desconhecimento administrativo e econômico. Em uma sociedade onde a liberdade pressupõe recursos que trafegam em mão dupla, percebemos que a concorrência molda o mercado. Definindo rumos nem sempre favoráveis aos interesses médicos individuais. A formação médica alicerçada a boas escolas, trazendo à tona o empenho vocacional, focado nos preceitos hipocráticos, remete a ideia de que a profissão é um sacerdócio. Mas, nem por isso, distanciado dos interesses financeiros. Até porque a história revela que ao longo do sacerdócio uma remuneração é vinculada ao seu exercício. Há quem diga, que isso deva ser objeto secundário ou menos importante. Ledo engano...